segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Lista Exercícios 6 - Escravidão no Brasil

1. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufpe) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for falsa.

1. Sobre os QUILOMBOS, pode-se afirmar:
(     ) eram uma ameaça à ordem escravocrata e à economia do açúcar; neles, os negros fugidos dos engenhos tentavam reviver o modo de vida africano;
(     ) durante a ocupação holandesa em Pernambuco os escravos, aproveitando a desorganização produzida pela guerra, fundaram vários quilombos;
(     ) dois grandes líderes negros chefiaram quilombos em Pernambuco: Ganga Zumba e Zumbi;
(     ) o bandeirante Domingos Jorge Velho, contratado pelo governo de Pernambuco, destrói o quilombo dos Palmares com o seu exército na primeira investida;
(     ) o famoso batalhão de negros comandados pelo negro Henrique Dias também combateu o quilombo dos Palmares.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufpe) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.

2. As pesquisas sociais contribuíram para o conhecimento crítico da realidade racial brasileira. Sobre a escravidão negra, no Brasil, podemos identificar alternativas verdadeiras e falsas.
(     ) O tráfico dos negros entre África e Brasil, dava-se em condições perigosas devido a possibilidade da Inglaterra capturar a "mercadoria", a partir de 1850.
(     ) Os africanos introduzidos no Brasil, até o século XIX, provinham de várias regiões da África: Moçambique, Angola, Guiné, Congo, Mina e outras.
(     ) Do milho ou da raiz do aipim fermentados, os negros extraíam uma bebida que, se ingerida em certa quantidade, provoca embriaguez.
(     ) Na repressão ao quilombo dos Palmares, os bandeirantes foram utilizados como força militar da ordem colonial, mediante privilégios e pagamentos.
(     ) Entre os vários castigos infligidos aos escravos, indicamos os mais comuns: o tronco, a gargalheira, o açoite e a amputação dos pés para os escravos fugidios.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
(Pucmg) O texto, do ano de 1612, refere-se ao período colonial brasileiro. Leia-o com atenção

            "Os bens dos vassalos deste Estado são engenhos, canaviais, roças ou sementeiras, gados, lenhas, escravos, que são o fundamento em que se estriba essa potência [...] porém a [posse] dos escravos é a mais considerável porque dela depende o remédio de todos os outros.
            Estes escravos hão de ser de Guiné, vindos das conquistas ou comércios de Etiópia, ou hão de ser da própria terra, ou de uns e de outros.
            [...] Os índios da terra, que parecem de maior facilidade, menos custo e maior número, como andam metidos com os religiosos aos quais vivem sujeitos de maravilha fazem serviço, nem dão ajuda aos leigos, que seja de substância [...]"

                        (MORENO, Diogo de. Livro que dá razão do Estado do Brasil. Apud INÁCIO, Inês da C. e LUCA, Tania R. de. DOCUMENTOS  DO BRASIL COLONIAL. São Paulo. Ática, 1993, p. 62-63)

3. Todas as afirmativas que se seguem têm relação com o texto, EXCETO:
a) A mão-de-obra escrava foi indispensável para a produção de riquezas coloniais.
b) O tráfico negreiro foi responsável, em grande parte, pelo abastecimento de escravos na Colônia.
c) A riqueza do colonizador media-se pelo volume de suas propriedades, incluindo os escravos.
d) A contribuição do trabalho dos indígenas foi mais substancial que o dos africanos.
e) Os aldeamentos facilitaram a exploração, ainda que mais amena, da força de trabalho do índio.

4. Assinale a afirmativa que sintetiza a lógica dos empreendimentos coloniais em relação ao trabalho:
a) A mão-de-obra indígena era mais facilmente obtida por ser menos dispendiosa e pela grande quantidade de índios disponíveis na própria Colônia.
b) A necessidade de grandes contingentes de trabalhadores levou os portugueses a recorrerem ao trabalho indígena.
c) A questão da mão-de-obra foi um problema constante no período, conduzindo à escravização de índios e africanos.
d) A escravização do gentio constitui-se numa questão polêmica que contrapôs, freqüentemente, lavradores e missionários.
e) O trabalho compulsório mostrou-se o mais adequado ante as diretrizes mercantilistas de ocupação e exploração coloniais.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp)                    Visões do multimundo

1.         Agora que assinei a TV a cabo, pressionado pelos filhos adolescentes (e pela curiosidade minha, que não lhes confessei), posso "ampliar o mundo sem sair da poltrona". Foi mais ou menos isso o que me disse, em tom triunfal, a prestativa atendente da empresa, com aquela vozinha treinada que imita à perfeição uma secretária eletrônica. Não é maravilhoso você aprender a fazer um suflê de tubérculos tropicais ou empadinhas e em seguida saltar para um documentário sobre o tribunal de Nuremberg? Se Copérnico (ou foi Galileu?) estivesse vivo, reformularia sua tese: o sol e a terra giram em torno da TV a cabo.
2.         Aprendo num programa que elipses e hipérboles (além de serem figuras de linguagem) têm a ver com equações reduzidas... Num outro me garante um economista que o nacionalismo é uma aberração no mundo globalizado (será que isso vale também para as nações do Primeiro Mundo?). Tenho que ir mais devagar com este controle remoto (que, aliás, nunca saberei exatamente como funciona: nem fio tem!).
3.         Um filme do meu tempo de jovem: "Spartacus", com Kirk Douglas. Roma já não era, àquela época, um centro imperial de globalização? Escravos do mundo, uni-vos! - conclamaria algum Marx daqueles tempos, convocação que viria a ecoar também em nosso Palmares, tantos séculos depois. Não deixo de me lembrar que, em nossos dias, multidões de expatriados em marcha, buscando sobreviver, continuam a refazer o itinerário dos vencidos.
4.         Para as horas de insônia, aconselho assistir a uma partida de golfe. Um verde hipnótico preenche a tela, os movimentos são invariavelmente lentos, cada jogador avalia cuidadosamente a direção do vento, a topografia, os detalhes do terreno, só então escolhendo um tipo de taco. Tudo tão devagarzinho que a gente dorme antes da tacada. Se a insônia persistir, apele para um debate entre especialistas nada didáticos em torno de um tema que você desconheça. Tudo o que sei de genética, por exemplo, e que se resume às velhas leis de Mendel, em nada me serviu para entender o que sejam DNA, doença molecular e citogenética - conceitos que dançaram na boca de dois cientistas que desenvolvem projeto acerca do genoma humano, entrevistados por um repórter que parecia tão perplexo quanto eu. Igualmente obscura foi uma outra matéria, colhida numa mesa-redonda da SBPC: o tema era a unificação da Física quântica com a teoria da relatividade (!) - o que foi feito do pobre Newton que aprendi no meu colegial?
5.         Um canal de São Paulo mostra que no centro do "campus" da USP, numa grande área até então descuidada, desenvolve-se um projeto de amostragem da vegetação típica de várias partes do Brasil, de modo que um passante transite de um trechinho de mata atlântica para um cerrado, deste para um recorte de pampa gaúcho ou de caatinga. A idéia me pareceu interessante, deixando-me a vaga impressão de estar ali um "museu da natureza", já que o homem vem se aplicando, por razões ou interesses de toda ordem, em desfigurar ou alterar inteiramente os traços fisionômicos da paisagem original. Que nenhuma "chuva ácida" ou lixo químico venha a comprometer esse projeto.
6.         Aprendo também que a TV a cabo e a aberta têm algo em comum: ambas me incitam à geladeira. O correto seria parar no armário e me contentar com o insosso tabletinho de fibras que o médico me recomendou; mas como resistir ao restinho do pudim, que meu filho ainda não viu? Quero acreditar que os alimentos gelados perdem toda a caloria, e que aquela costeletinha de porco no "freezer", depois de passar pelo microondas, torna-se tão inofensiva quanto uma folha de alface... Com tais ilusões, organizo meu lanchinho e o levo para a sala, pronto para fazer uma refeição tão segura quanto a prescrita pela NASA aos astronautas.
7.            Confesso que a variedade de opções vai me atordoando. Para mim, que gosto de poesia, é um prazer poder estacionar na BBC: ninguém menos que o saudoso Lawrence Olivier está lendo e comentando alguns poemas ingleses. Que expressão deu o grande ator a um poema de William Blake, que tanto admiro. Mas há quem ache haver tanta poesia em versos quanto numa bem bolada frase de propaganda.
8.         Já muito tarde da noite, o Multishow apresenta uma série sobre os grandes compositores. Um maestro alemão expõe suas idéias acerca da música de Bach, discorrendo sobre as supostas bases matemáticas de suas composições, nas quais figuram as seqüências, os arranjos e as combinações. Para alívio meu, no entanto, o maestro também lembrou que a música de Bach se produziu em meio a injunções históricas do final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, época na qual o mecenato e a religião eram determinantes, senão para o conteúdo mesmo, ao menos para os modos de produção e divulgação das artes - antes que as revoluções da segunda metade do século viessem a estabelecer novos eixos para a política, para a economia e para a cultura do Ocidente.
9.         Finda a bela execução de uma sonata de Bach, passeei por desenhos animados quase inanimados, leilões de tapetes, liquidação de camisas, corrida de cavalos, um professor de cursinho falando sobre eletrólise e anunciando que no segmento seguinte trataria de cadeias carbônicas... Dei uma paradinha no que imaginei ser uma descontraída e inocente reportagem sobre o mundo animal e que era, no entanto, uma aula sobre a digestão dos insetos, em cujo conhecimento pesquisadores se apoiaram para criar plantas transgênicas que resistem ao ataque de espécies indesejadas... Ufa! Corri a buscar repouso num seriado cômico norte-americano, desses com risadas enlatadas e pessimamente traduzidos: sabem qual era a legenda para a frase entre duas pessoas se despedindo, "Give me a ring"? Nada mais, nada menos que: "Dê-me um anel"! Sem falar no espanto de encontrar a Xica da Silva falando em espanhol na TV americana!
10.       Morto de tantas peregrinações, desliguei a TV, reduzindo o mundo à minha sala de visitas. Na minha idade, até as viagens virtuais são cansativas.
                                    (Cândido de Castro, inédito)

5. Escravos do mundo, uni-vos! - conclamaria algum Marx daqueles tempos, CONVOCAÇÃO QUE VIRIA A ECOAR TAMBÉM EM NOSSO PALMARES, TANTOS SÉCULOS DEPOIS.

Na frase em destaque, o autor faz referência

a) à existência dos quilombos no Brasil, cuja origem estava relacionada à construção de refúgios, pelos brancos pobres da colônia, para proteger os escravos.
b) ao movimento socialista desencadeado pelos negros brasileiros a partir da abolição do tráfico de escravos, em 1850.
c) à luta dos escravos brasileiros contra o trabalho compulsório, simbolizada na resistência dos negros, índios e brancos que viviam em um quilombo na região Nordeste.
d) ao levante dos escravos malês, que eram seguidores da religião islâmica, contra suas condições de vida e trabalho, na cidade de Salvador, em 1835.
e) às revoltas dos escravos pernambucanos, que exigiam o direito de retornar para sua cidade natal, na região africana de Palmares.

6. (Cesgranrio) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o(a):
a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.
b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.
c) existência de poucos quilombos na região norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.
d) quase inexistência de quilombos no sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.
e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.

7. (Faap) Os principais portos de desembarque de negros no Brasil foram:
a) Santos, Vitória e Belém
b) Salvador, Recife e Rio de Janeiro
c) Rio Grande e Fortaleza
d) Espírito Santo e Porto Alegre
e) nas ilhas atlânticas portuguesas

8. (Faap) A escravidão negra foi introduzida pela primeira vez pelos portugueses:
a) no Brasil
b) na Índia
c) na Capitania de São Vicente
d) nas ilhas atlânticas portuguesas
e) na ilha de Fernando de Noronha

9. (Fatec) Durante o Período Colonial brasileiro, a mão-de-obra do negro africano substituiu, progressivamente, a indígena. Isso se deveu:
a) ao fato dos portugueses já utilizarem, há muito, o trabalho escravo negro no sul de Portugal e nas ilhas do Atlântico.
b) à inabilidade do indígena para o trabalho agrícola e sedentário.
c) à reduzida e dispersa população pré-colombiana comparada com a grande oferta de mão-de-obra negra africana.
d) ao fato dos negros africanos já aceitarem passivamente o trabalho na lavoura e na mineração do Brasil.
e) aos interesses dos traficantes negreiros e de Portugal neste ramo de comércio colonial, altamente lucrativo.

10. (Fgv) "Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus e a Sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e não é senão milagre, e grande milagre!"
            VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XIV. Apud: ALENCASTRO, Luiz Felipe de, "O Trato dos Viventes". São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 183.

Sobre a escravidão no Brasil no período colonial, é correto afirmar:
a) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado por comerciantes metropolitanos e por "brasílicos" que saíam do Rio de Janeiro, Bahia e Recife com mercadorias brasileiras e realizavam trocas bilaterais com a África.
b) A produção econômica colonial era agroexportadora, baseada na concentração fundiária e no uso exclusivo do trabalho escravo.
c) O tráfico de escravos para o Brasil, no século XVIII, era realizado exclusivamente por comerciantes metropolitanos. A oferta de mão-de-obra escrava era contínua e a baixos custos.
d) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado apenas por comerciantes "brasílicos". A oferta de mão-de-obra, contudo, era descontínua e a altos custos.
e) O século XVII marcou o auge do tráfico de escravos no Brasil, para atender à demanda do crescimento dos engenhos de açúcar, com uma oferta contínua e a altos custos.

11. (Fuvest) "Angola, Congo, Benguela
  Monjolo, Cabinda, Mina
  Quiloa, Rebolo"
                                                (Jorge Ben, África/Brasil-Zumbi)

O texto refere-se a.
a) colônias holandesas de exploração na África do século XVI ao século XVIII.
b) grupos africanos escravizados e trazidos para o Brasil durante a colonização.
c) reinos africanos que se rebelaram contra a colonização portuguesa na época da independência do Brasil.
d) comunidades livres formadas por escravos fugitivos.
e) países africanos atuais que mantêm estreitos vínculos com a cultura brasileira.

12. (Fuvest) O tráfico de negros para o Brasil foi importante elemento de:
a) acesso a mão-de-obra de baixa rentabilidade econômica.
b) estímulo ao comércio de índios enviados para Portugal.
c) lucratividade, favorecendo a acumulação de capitais na metrópole.
d) incentivo à produção de manufaturas para o mercado interno.
e) predomínio da agricultura de subsistência e da policultura.

13. (Fuvest) Na engrenagem do sistema mercantilista de colonização do Brasil, fez-se opção pela mão-de-obra africana porque o tráfico negreiro:
a) contribuía para o apresamento indígena como negócio interno da colônia.
b) estimulava a utilização de mão-de-obra de fácil acesso e baixa rentabilidade econômica.
c) atendia às pressões exercidas pelos ingleses em relação à troca da produção açucareira pelo fornecimento de negros.
d) abria novo e importante setor do comércio para os mercadores metropolitanos.
e) era elemento fundamental no processo de expansão econômica do mercado interno brasileiro.

14. (Fuvest) Entre as várias formas de resistência do negro ao regime escravista no Brasil Colonial encontramos os quilombos. Palmares, o maior exemplo de grande quilombo, possuía uma organização econômica que apresentava as seguintes características:
a) agricultura policultora como principal atividade, organizada com base num sistema de sesmarias semelhante ao dos engenhos, que visava o consumo local e a comercialização do excedente.
b) agricultura monocultora, que visava a comercialização, a caça, pesca, coleta e criação de gado para o consumo interno.
c) agricultura policultora realizada em pequenos roçados das famílias, e um sistema de trabalho cooperativo que produzia excedentes comercializados na região, além da extração vegetal e da criação para a subsistência.
d) atividades extrativas, pecuária bovina e caprina para atender o consumo local, e fabricação de farinha, aguardente e azeite para a comercialização.
e) criação de animais, caça, pesca e coleta para a subsistência, e agricultura monocultora que concorria com a produção dos engenhos.

15. (Fuvest) No Brasil colonial, a escravidão caracterizou-se essencialmente
a) por sua vinculação exclusiva ao sistema agrário exportador.
b) pelo incentivo da Igreja e da Coroa à escravidão de índios e negros.
c) por estar amplamente distribuída entre a população livre, constituindo a base econômica da sociedade.
d) por destinar os trabalhos mais penosos aos negros e os mais leves aos índios.
e) por impedir a emigração em massa de trabalhadores livres para o Brasil.

16. (Fuvest) Quanto à utilização da mão-de-obra durante o primeiro século da colonização, na região Nordeste do Brasil, pode-se afirmar que
a) o escravo africano foi utilizado, preponderantemente, desde a fase do escambo do pau-brasil;
b) as tribos tupis realizavam o comércio das madeiras com os franceses, ao passo que aimorés e os nagôs plantavam gêneros alimentícios para os jesuítas e colonos;
c) desde o final do século XVI até o início do XVII, negros e indígenas coexistiam nas propriedades açucareiras realizando, por vezes, tarefas diferenciadas;
d) as principais atividades econômicas nesse período tinham como base o trabalho familiar e a mão-de-obra livre;
e) a falência do escambo do pau-brasil redundou em utilização exclusiva do indígena na cultura açucareira e na criação do gado, até o final do século XVI.

17. (Fuvest) Segundo as pesquisas mais recentes, pode-se afirmar, em relação aos quilombos coloniais brasileiros, que os mesmos:
a) distinguiam-se pelo isolamento, pela marginalização, sem nenhum vínculo com os arredores que os cercavam;
b) eram de caráter predominantemente agrícola, sobrevivendo do que plantavam e do que teciam;
c) eram habitados exclusivamente por escravos fugidos, constituindo-se em verdadeiros Estados teocráticos;
d) dedicavam-se, alguns, à agricultura, outros, à mineração, outros, ainda, ao pastoreio, articulando-se com os núcleos vizinhos através do comércio;
e) existiram apenas durante o século XVII, tendo Palmares como eixo central.

18. (Fuvest) Um número considerável de alforrias, a existência de um comércio ilícito, uma grande quantidade de tributos e uma inflação considerável são alguns dos traços que caracterizavam:
a) a sociedade colonial brasileira às vésperas da Independência;
b) a economia paulista no auge do século XVII;
c) Pernambuco na segunda metade do século XVI;
d) as missões jesuíticas do Norte;
e) a sociedade mineira do século XVIII.

19. (Fuvest) Durante o período colonial, o Estado português deu suporte legal a guerras contra povos indígenas do Brasil, sob diversas alegações; derivou daí a guerra justa, que fundamentou:
a) o genocídio dos povos indígenas, que era, no fundo, a verdadeira intenção da Igreja, do Estado e dos colonizadores.
b) a criação dos aldeamentos pelos jesuítas em toda a colônia, protegendo os indígenas dos portugueses.
c) o extermínio dos povos indígenas do sertão quando, no século XVII, a lavoura açucareira aí penetrou depois de ter ocupado todas as áreas litorâneas.
d) a escravização dos índios, pois, desde a antigüidade, reconhecia-se o direito de matar o prisioneiro de guerra, ou escravizá-lo.
e) uma espécie de "limpeza étnica", como se diz hoje em dia, para garantir o predomínio do homem branco na colônia.

20. (Fuvest) No Brasil, os escravos

1. trabalhavam tanto no campo quanto na cidade, em atividades econômicas variadas.
2. sofriam castigos físicos, em praça pública, determinados por seus senhores.
3. resistiam de diversas formas, seja praticando o suicídio, seja organizando rebeliões.
4. tinham a mesma cultura e religião, já que eram todos provenientes de Angola.
5. estavam proibidos pela legislação de efetuar pagamento por sua alforria.

Das afirmações apresentadas, são verdadeiras apenas
a) 1, 2 e 4.
b) 3, 4 e 5.
c) 1, 3 e 5.
d) 1, 2 e 3.
e) 2, 3 e 5.

21. (Fuvest-gv) A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil foi progressivamente abandonada e substituída pela africana entre outros motivos, devido:
a) ao constante empenho do papado na defesa dos índios contra os colonos.
b) à bem-sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios.
c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho.
d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capitais particulares e à Coroa.
e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho.

22. (G1) O Quilombo dos Palmares passou para a história como símbolo da resistência negra, sediado na Serra da Barriga, no atual Estado de Alagoas. Esta experiência existiu porque:
a) os holandeses dominaram o Nordeste e não tinham interesse no escravo africano.
b) os paulistas começaram a apresar o índio e a vendê-lo para as lavouras, suprimindo o braço escravo.
c) as invasões holandesas permitiram a fuga dos escravos negros porque desorganizavam as fazendas, nos primeiros tempos.
d) a fuga era a única saída para os quilombos auxiliados pelos jesuítas.
e) os escravos africanos foram estimulados pelos Bandeirantes, que pretendiam valorizar a mão-de-obra indígena.

23. (G1) A escravização do negro, pode ser explicada porque:
a) os indígenas eram fracos e não suportavam o trabalho;
b) a Igreja a considerava legítima e o tráfico negreiro era altamente lucrativo;
c) os indígenas fugiam para as missões;
d) os negros eram mais saudáveis que os indígenas;
e) os indígenas resistiam à escravidão, organizando-se em quilombos.

24. (G1) Das contribuições dos negros para a cultura brasileira, não podemos considerar:
a) as religiões umbanda e candomblé;
b) O samba e o frevo, entre outros ritmos;
c) o bumba-meu-boi e a congada;
d) palavras como Ubatuba, Jequitibá, Itaú, guaraná, tapioca, etc.;
e) a feijoada, o vatapá, o acarajé.

25. (G1) "Jornada de trabalho, 12-18 horas; expectativa de vida, 10-15 anos; alojamento na senzala, dieta de farinha, feijão, aipim, às vezes melaço, peixe, charque." Este texto se refere à(s):
a) Servidão feudal.
b) Colônias imigrantes no Sul.
c) Escravidão colonial no Brasil.
d) Vida cotidiana nas fábricas do final do século XIX.
e) Servidão indígena na lavoura açucareira.

26. (Mackenzie) As relações escravistas de produção marcaram o período colonial brasileiro. Sobre a utilização do trabalho escravo, podemos afirmar que:
a) o trabalho negro era de baixa produtividade, mas a forte procriação remunerava os investimentos realizados na compra de escravos.
b) a organização tribal dos negros africanos evitava o seu aprisionamento, constituindo-se em um empecilho para as trocas comerciais.
c) articulava-se numa estrutura comercial onde a aquisição de escravos permitia o barateamento da produção de produtos tropicais.
d) o trabalho escravo era economicamente menos rentável que o trabalho indígena, que possibilitava a existência de um mercado interno na colônia.
e) os senhores de engenho brasileiros e a burguesia comercial intermediária favoreceram a acomodação inter-racial existente no Brasil-Colônia, possibilitando a organização dos negros.

27. (Mackenzie) "Em 1711, Antonil afirmava que os escravos eram as mãos e os pés dos senhores de engenho, porque, sem eles no Brasil, não é possível conservar, aumentar fazenda nem ter engenho corrente"
Antonil - "Cultura e Opulência do Brasil"

Sobre o trabalho e a resistência do negro à escravidão, é correto afirmar que:
a) os escravos negros constituíam uma minoria nos canaviais, já que índios e trabalhadores livres eram responsáveis pelas plantations açucareiras.
b) o engenho tinha no escravo negro a base de toda a produção; qualquer reação era punida violentamente. As fugas, os quilombos e a prática do suicídio eram evidências da resistência dos negros à escravidão.
c) o negro só foi utilizado como mão-de-obra para a economia açucareira, não participando da mineração ou criação de gado que usaram, prioritariamente, trabalhadores livres.
d) a escravidão no Brasil se revestiu de grande tolerância, mestiçagem e grandes oportunidades de ascensão social para o negro após a abolição.
e) o negro era submisso, resignado, não reagia à escravidão, ao contrário dos indígenas; o tráfico negreiro não tinha importância para a economia da metrópole.

28. (Puc-rio) COM EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam acontecimentos relacionados às formas de resistência dos escravos negros à dominação escravista na experiência histórica do Brasil, desde o século XVI. Assinale-a.
a) Ocorrida em Salvador no ano de 1835, a revolta dos malês somava-se às revoltas escravas de 1814 e 1816 na Bahia, embora a elas não se comparasse em amplitude.
b) Ao reivindicarem o direito de "brincar, folgar e cantar", por ocasião do levante no Engenho Santana de Ilhéus, em 1789, os escravos demonstravam que também lutavam por uma vida espiritual autônoma.
c) Foi durante o período da ocupação holandesa no atual Nordeste que o quilombo dos Palmares consolidou sua posição de "Estado negro" encravado na colônia escravista.
d) Surgido em terras de um abolicionista, o quilombo do Jabaquara constituiu-se em exemplo da complexa negociação social e política que distinguiu a resistência escrava nos anos finais da escravidão.
e) A publicação do livro "O Abolicionismo", de Joaquim Nabuco, em 1883, constituiu-se em significativo libelo anti-escravista ao afirmar que o escravo e o senhor eram dois tipos contrários e, no fundo, os mesmos.

29. (Puccamp) " ... se dantes a servidão corrompia o homem livre, agora é a liberdade que corrompe o escravo..."

A partir do texto pode-se afirmar que, no Brasil,
a) a utilização do trabalhador livre, enquanto mão-de-obra especializada, foi provocada pela expansão do setor secundário.
b) a presença do trabalhador livre, quando deixou de ser exceção, tornou-se forte elemento de dissolução do sistema escravista.
c) o regime de parceria, quando gradativamente implantado, acelerou o processo de libertação de um grande contingente de escravos.
d) em períodos de crise econômica o problema da mão-de-obra foi solucionado, parcialmente, com a transferência interna de escravos.
e) o modelo escravista fortaleceu-se em decorrência de medidas de contenção de despesas provocadas, basicamente, pela imigração.

30. (Puccamp) "Não se pode contar nem compreender a multidão de bárbaro gentio que a natureza semeou por toda esta terra do Brasil. (...) Deus permitiu que fossem contrários uns dos outros, e que houvesse entre eles grandes ódios e discórdias, porque se assim não fosse os portugueses não poderiam viver na terra nem seria possível conquistar tanta gente.
Quando os portugueses começaram a povoar a terra, havia muitos deste índios pela costa junto das Capitanias. Porque os índios se levantaram contra os portugueses, os governadores e capitães os destruíram pouco a pouco, e mataram muitos deles. Outros fugiram para o sertão, e assim ficou a costa despovoada de gentio ao longo das capitanias."
            (Pero de Magalhães Gandavo. "Tratado da Terra do Brasil". São Paulo: Obelisco, 1964)

O relato de Gandavo sobre os índios e as suas relações com os portugueses no Brasil é do século XVI. Sobre essas relações é correto afirmar que

I. os portugueses e os índios praticaram genocídio, uns em relação aos outros;
II. a empresa colonizadora portuguesa teve, também, um caráter militar;
III. os índios resistiram ao domínio português;
IV. os índios não defenderam as suas terras situadas no litoral.

Estão corretas
a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV, somente.
c) III e IV, somente.
d) II e III, somente.
e) I e IV, somente.

31. (Pucmg) Durante a, vigência da escravidão negra no Brasil colônia, o poder senhorial sobre os escravos expressava-se, EXCETO:
a) nos mecanismos de vigilância, incluindo a figura do feitor.
b) na submissão absoluta do negro à escravidão.
c) no estabelecimento das jornadas de trabalho.
d) na construção ideológica da inferioridade do negro.
e) no direito de castigar e premiar os cativos.

32. (Pucmg) "O universo religioso dos negros foi dilacerado no convívio colonial."
            (FERLINI, Vera L. A. "A Civilização do açúcar." São Paulo: Brasiliense, 1994, p.87)

Confirmam essa afirmativa as opções a seguir, EXCETO:
a) A integração do africano ao catolicismo dava-se, praticamente, à força.
b) As manifestações da religiosidade africana eram reprimidas pelos órgãos de repressão.
c) Os cultos africanos levavam o estigma de bruxaria e feitiçaria.
d) A prática dos cultos negros, como os batuques, eram relegados à marginalidade.
e) A imposição da religião do branco liquidou com o sincretismo religioso.

33. (Pucmg) Apesar dos esforços metropolitanos no sentido de evitar a escravização dos índios nas terras brasileiras, variados mecanismos foram utilizados pelos colonos para garantir a utilização da mão-de-obra nativa durante o período colonial. Dentre eles podemos destacar, EXCETO:
a) o estabelecimento da condição de "administrado".
b) as "guerras justas" travadas contra as tribos hostis.
c) a ação missionária jesuítica, evangelizando o gentio.
d) as expedições de apresamento realizadas pelos bandeirantes.


34. (Pucmg) Leia atentamente a afirmativa abaixo, escrita por Diogo de Campos Moreno, em 1612:

"Os índios da terra, que parecem de maior facilidade, menos custo e maior número, como andam metidos com os religiosos aos quais vivem sujeitos [...] de maravilha fazem serviço, nem dão ajuda aos leigos, que seja de substância [...]."
(Diogo de Campos Moreno. Livro que dá razão do Estado do Brasil (1612) APUD: INÁCIO, Inês da C. e DE LUCA, Tânia R. Documentos do Brasil Colonial. São Paulo: Ática,1993.p.63)

Referente ao período colonial no Brasil, a afirmação revela, EXCETO:
a) a preguiça dos índios aculturados na realização dos trabalhos coloniais.
b) o processo de catequização e a submissão dos índios aos missionários.
c) a utilização da força de trabalho indígena pelo clero e pelos coloniais.
d) a abundância e o menor ônus do uso do trabalho dos índios nas atividades da colônia.


35. (Pucmg) A situação dos mulatos em Minas Gerais, no século XVIII, tem relação com:
a) a estrutura social e demográfica que se apoiava firmemente sobre a base da escravidão africana.
b) o desejo de homens, na ausência de herdeiros legítimos, de libertar seus filhos de mãe escrava.
c) o respeito às leis e o cuidado de não cometer erros graves que colocassem em risco seus direitos.
d) os esforços para restringir as alforrias e para proibir que mulatos herdassem propriedades.


36. (Pucpr) Em relação à mão-de-obra escrava no Brasil Colônia, é correto afirmar:
a) A escravidão indígena foi substituída pela escravidão negra porque os indígenas não se adaptaram ao trabalho sistematizado no engenho de açúcar e no cultivo do café.
b) A escravidão negra foi restrita ao Nordeste no século XVI e às áreas de cultivo do café no século XIX.
c) A escravidão negra no século XVI foi predominante em São Paulo e no Paraná, onde a mão-de-obra escrava era utilizada no cultivo e produção do café.
d) No Brasil a colonização portuguesa, ao contrário da colonização espanhola, não recorreu à escravidão indígena.
e) Existiu tanto escravidão indígena quanto dos negros. A escravidão negra foi organizada em moldes empresariais e seu comércio garantia lucros para a metrópole.

37. (Pucrs) Responder à questão, sobre a escravidão no Brasil, com base no texto abaixo.

                        A BRECHA CAMPONESA

"Um outro mecanismo de controle e manutenção da ordem escravista foi a criação de uma margem de economia própria para o escravo dentro do sistema escravista, a chamada 'brecha camponesa'. Ao ceder um pedaço de terra em usufruto e a folga semanal para trabalhá-la, o senhor aumentava a quantidade de gêneros disponíveis para alimentar a escravatura numerosa, ao mesmo tempo em que fornecia uma válvula de escape para as pressões resultantes da escravidão (...).
O espaço da economia própria servia para que os escravos adquirissem tabaco, comida de regala uma roupinha melhor para mulher e filhos, etc. Mas, no Rio de Janeiro do século XIX, sua motivação principal parece ter sido o que apontamos como válvula de escape para as pressões do sistema: a ilusão de propriedade 'distrai' a escravidão e prende, mais do que uma vigilância feroz e dispendiosa, o escravo à fazenda. 'Distrai', ao mesmo tempo, o senhor do seu papel social, tornando-o mais humano aos seus próprios olhos. (...) Certamente o fazendeiro vê encher-se a sua alma de certa satisfação quando vê vir o seu escravo de sua roça trazendo o seu cacho de bananas, o cará, a cana, etc. (...) O sistema escravista - como qualquer outro - não poderia, evidentemente, viabilizar-se apenas pela força. "O extremo aperreamento desseca-lhes o coração', escreve o barão justificando a economia própria dos escravos, 'endurece-os e inclina-os para o mal. O senhor deve ser severo, justiceiro e humano'."
            REIS, João José & SILVA, Eduardo, In: MOTA, Myriam Becho & BRAICK, Patrícia Ramos. "História das cavernas ao terceiro milênio". São Paulo: Moderna, 1997, p.248.

A chamada "brecha camponesa", de que tratam os autores do texto, refere-se a

a) um pedaço de terra cedido em usufruto ao escravo, além de uma folga semanal para trabalhar na terra, de onde os negros podiam extrair gêneros extras para sua subsistência, como o tabaco, a banana, o cara, a comida de regalo, etc.
b) um mecanismo de distração dos senhores, os quais passarão a produzir alguns gêneros para sua subsistência, criando, assim, uma válvula de escape contra as pressões do sistema.
c) um mecanismo de distração para os escravos que, após passarem a semana inteira produzindo apenas cana-de-açúcar, em um dia da semana poderiam se dedicar ao plantio de outros gêneros, além de receberem uma pequena parcela da produção para seu próprio consumo.
d) um mecanismo de controle e manutenção da ordem escravista, já que senhores e escravos podiam trabalhar conjuntamente, distraindo-se das tensões permanentes do sistema e amenizando as profundas diferenças sociais existentes entre eles.
e) uma espécie de propriedade privada dos escravos, que possibilitava a estes produzir gêneros complementares para sua subsistência, suprindo também as necessidades alimentares de seu senhor, que trocava esses produtos por cana-de-açúcar.

38. (Pucrs) Considere as afirmativas a seguir sobre a sociedade brasileira no período colonial.

I. A oposição senhor-escravo é uma das formas de explicar a ordenação social no período colonial, embora tenha existido o trabalho livre (assalariado ou não) mesmo nas grandes propriedades açucareiras e fazendas de gado.
II. Os escravos trazidos da África pelos traficantes pertenciam a diferentes etnias e foram transformados em trabalhadores cativos empregados tanto nas atividades econômicas mais rentáveis (cana-de-açúcar e mineração) quanto nas atividades domésticas e urbanas.
III. Os primeiros escravos foram os Tupis e os Guaranis do litoral, porém, à medida que se desenvolveu a colonização e se criaram missões jesuíticas, no final do século XVI, a escravização indígena extinguiu-se.
IV. Os homens livres pobres (lavradores, vaqueiros, pequenos comerciantes, artesãos) podiam concorrer às Câmaras Municipais, pois não havia no Brasil critérios de nobreza ou de propriedade como os que vigoravam na metrópole portuguesa.

Estão corretas as afirmativas
a) I e II
b) I, II e IV
c) I e IV
d) II e III
e) III e IV

39. (Uece) Dentre as formas de reação coletiva dos negros africanos ao processo de escravização durante a colonização do Brasil, destaca-se a organização dos quilombos. Marque a opção correta a respeito dos quilombos.
a) consistiam em paliçadas onde os ex-escravos, libertados pelos seus senhores, encontravam trabalho e apoio comunitário, já que a abolição não lhes garantiu emprego fixo.
b) em toda a área colonial eles existiram, mas jamais chegaram a constituir um comunidade estável que estabelecesse contatos comerciais com as vilas.
c) o Quilombo de Palmares foi o único que realmente resistiu às primeiras investidas dos "capitães do mato", apesar de não ter sobrevivido por mais de 5 anos.
d) apesar de não ser o único, Palmares foi o mais importante dos quilombos, resistindo por décadas às investidas portuguesas durante o século XVII.


40. (Uece) Neste ano de 1996, comemoraram-se os 300 anos da morte de Zumbi, o líder maior do Quilombo de Palmares. Segundo as historiadoras Elza Nadai e Joana Neves, "o século XVI foi marcado por uma guerra sem tréguas aos quilombos de Palmares". Sobre a resistência negra à escravidão no Brasil, é correto afirmar que:
a) a única vez em que os negros escravos se insurgiram contra a escravidão foi sob a liderança de Zumbi, que organizou a comunidade de Palmares
b) além das revoltas e dos quilombos, os escravos cometiam assassinatos, crimes, suicídios, mutilações e outras formas de resistir à condição de escravo
c) os quilombos, centros de resistência negra que se constituíam nos matos e nas florestas, não mantinham qualquer contato com as populações das vilas e reproduziam fielmente a estrutura social das tribos da África
d) com exceção do quilombo de Palmares, a única forma de resistência encontrada pelos escravos foi o sincretismo religioso, em que conseguiam praticar sua religião ancestral


41. (Uel) "Oh se a gente preta tirada
das brenhas da sua Etiópia,
e passada ao Brasil,
conhecera bem quanto deve a Deus
e à sua Santíssima Mãe
por este que pode parecer
desterro, cativeiro e desgraça
e não é senão milagre
e grande milagre!"
(Antonio Vieira, 1633.)

As palavras do Padre Vieira representam as inquietações e hesitações de autoridades régias, eclesiásticas e de colonos frente à mais emblemática rebelião de quilombos coloniais, o Quilombo de Palmares - o "Estado Negro" encravado no Brasil escravista. Sobre o tema, é correto afirmar:
a) No Brasil as comunidades remanescentes dos quilombos foram aniquiladas e com elas também a tradição oral dos povos africanos.
b) Vieira e outros jesuítas justificaram e defenderam a escravidão dos negros, combinando a idéia de missão com a de ordem escravista.
c) As tropas locais, instruídas pelos jesuítas, negociaram pacificamente a rendição dos mocambos da Serra da Barriga.
d) O insucesso das diversas expedições contra Palmares não alterou a política de prevenção contra fugas e ajuntamentos de fugitivos.
e) A palavra "milagre" usada por Vieira significa o triunfo da libertação dos negros do cativeiro.

42. (Uem) Em meados do século XVII, o Padre Antonio Vieira, defendendo a necessidade de retomar os entrepostos portugueses de escravos no litoral africano, que se encontravam sob controle dos holandeses, afirmava que "sem Angola, não há negros e sem negros, não há Pernambuco". Em 1711, Antonil, em Cultura e Opulência do Brasil, dizia que "os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda". A partir das informações acima, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01) As citações dos dois autores demonstram que, desde o início da colonização, a escravidão do negro de origem africana foi alvo de contundentes contestações no Brasil.
02) Por aproximadamente três séculos, a resistência do africano à escravidão não encontrou eco entre os colonizadores de origem européia do Brasil.
04) Os trechos citados acima mostram que o colonizador considerava a escravidão fundamental para a continuidade da produção mercantil no Brasil Colonial.
08) Durante o denominado Ciclo do Ouro, a escravidão tornou-se muito mais branda no Brasil; em razão disso, no decorrer do século XVIII, houve uma significativa queda do número de escravos que fugiam para viver nos quilombos.
16) O controle da Holanda sobre os entrepostos de escravos na África acabou definitivamente com o fornecimento de escravos para o Brasil e obrigou a Princesa Isabel a determinar a abolição da escravidão no Brasil.

43. (Uerj) Desconhecendo as sociedades nativas, os europeus tinham a impressão de que os índios viviam "sem Deus, sem lei, sem rei, sem pátria, sem razão".
(VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.)

No Brasil, nos primeiros séculos de colonização, a imagem apresentada dos indígenas levou a uma oposição entre os missionários, principalmente os jesuítas, e os colonizadores.
Esta oposição de projetos em relação aos indígenas está expressa, respectivamente, na seguinte alternativa:
a) defesa da conversão e da liberdade x direito de escravização
b) estabelecimento de alianças com tribos tupis x política de extermínio seletivo
c) aceitação de costumes como a poligamia x imposição da cultura do conquistador
d) emprego como trabalhadores livres x inserção socioeconômica como trabalhadores semilivres


44. (Ufc) Leia o texto abaixo.

"A grande lavoura açucareira na colônia brasileira iniciou-se com o uso extensivo da mão-de-obra indígena. (...) Os engenhos do Recôncavo obtiveram força de trabalho indígena através de três métodos principais: escravização, escambo e pagamento de salários. (...) Na década de 1580, a legislação régia e a crescente eficácia dos jesuítas começou a criar problemas para os que desejavam obter trabalhadores indígenas por meio de resgate e 'guerra justa'."
            (SCHWARTZ, Stuart B. "Segredos Internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial." São Paulo: Companhia das Letras, 1998, pp. 57-59.)

A partir do texto acima, assinale a alternativa correta sobre a utilização da mão-de-obra dos indígenas nas grandes fazendas de açúcar,
a) A escravização dos indígenas foi extinta no final do século XVI, razão pela qual os portugueses passaram a escravizar os africanos.
b) As dificuldades para a escravização dos nativos e os lucros do tráfico negreiro levaram os portugueses a utilizar a mão-de-obra dos africanos.
c) A escravização dos indígenas ocorria no interior dos aldeamentos jesuíticos, onde, ao lado da catequese, aprendiam o trabalho dos engenhos.
d) Os jesuítas empreendiam uma intensa campanha contra a escravização dos indígenas, razão pela qual vieram para o Brasil no final do século XVIII.
e) Os indígenas aceitaram o trabalho escravo e se acostumaram à vida com seus senhores, ao contrário dos negros africanos.

45. (Uff) Nos últimos anos, estudos acerca da escravidão têm revelado uma sociedade onde os negros, mesmo submetidos a condições subumanas, foram sujeitos de sua própria história.

Sobre a atitude rebelde dos cativos, assegura-se que:
a) Tarefas mal feitas e incompletas atestavam a veracidade dos argumentos sobre a ignorância dos escravos, o que impossibilitava a organização de movimentos rebeldes.
b) A vigilância e fiscalização do feitor impediam a rebeldia, restringindo as alternativas de contestação à fuga e ao suicídio.
c) As revoltas raramente ocorriam, pois, considerados mercadorias, os escravos se reconheciam como coisas e não como humanos.
d) A rebeldia negra apoiou-se, sobretudo, na manutenção, por parte dos cativos, de seus valores culturais.
e) O levante dos malês, em 1835, tinha forte conteúdo étnico, o que explica a excepcionalidade desse motim ocorrido na Bahia.

46. (Ufg) Leia o "Sermão da Sexagésima", do Padre Vieira.

Para uma alma se converter por meio de um sermão, há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há de concorrer Deus com a graça, alumiando. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo.
            GOMES, Eugênio (Org.). "Vieira: Sermões". Rio de Janeiro: Agir, 1992. p. 120. [Adaptado].

O jesuíta Antônio Vieira fez sua carreira eclesiástica na Bahia. Esse sermão foi proferido em Lisboa no ano de 1655. Considerando os conflitos vividos na Colônia, o debate sobre a conversão se vinculava à
a) capacidade do ouvinte para interpretar livremente as escrituras e, por meio do entendimento, concorrer à conversão de sua alma.
b) defesa da cristianização do gentio, persuadindo o colono de que a prática da escravidão indígena deveria ser evitada.
c) garantia da liberdade indígena, pois convertidos ao cristianismo seriam reconhecidos como portadores de direitos.
d) supremacia da autoridade da Igreja perante o Estado na condução dos negócios na Colônia, definindo a primazia da ordem jesuítica.
e) condenação a todas as formas de escravidão no mundo colonial, por meio da formação de uma consciência de si.

47. (Ufmg) Leia o texto adiante.

"... Não castigar os excessos que eles [os escravos] cometem seria culpa não leve, porém estes [senhores] hão de averiguar antes, para não castigar inocentes, e se hão de ouvir os delatados e, convencidos, castigar-se-ão com açoites moderados ou com os meterem em uma corrente de ferro por mão própria e com instrumentos terríveis e chegar talvez aos pobres com fogo ou lacre ardente, ou marcá-los na cara, não seria para se sofrer entre os bárbaros, muito menos entre os cristãos católicos."

          (ANTONIL, André João. CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL. 1711.)

Esse texto, escrito por um padre jesuíta em 1711, pode ser relacionado à
a) associação entre a escravidão e a moral cristã.
b) condenação dos castigos aplicados aos escravos.
c) oposição do clero católico à escravidão.
d) regulamentação das relações entre senhores e escravos.


48. (Ufmg) Todas as alternativas apresentam afirmações corretas sobre a escravidão no Brasil, EXCETO
a) O contingente de escravos era diversificado e abrigava conflitos em seu interior.
b) O escravo foi sempre uma mercadoria cara, só acessível aos grandes senhores de terra.
c) Os escravos de ganho realizavam serviços variados a mando do senhor visando à obtenção de benefícios.
d) Um escravo, como qualquer outra mercadoria, podia ser objeto de compra, venda, empréstimo, doação ou penhora.


49. (Ufmg) Considerando-se a população escrava negra no Brasil até o final do século XVIII, é CORRETO afirmar que houve
a) crescimento vegetativo constante, devido à ausência de qualquer tipo de controle de natalidade junto à população escrava.
b) declínio progressivo da população negra alforriada, em razão da necessidade de se manter a mão-de-obra escrava.
c) equilíbrio entre os escravos do sexo feminino e masculino, com o objetivo de garantir o crescimento da população cativa.
d) necessidade de repor constantemente a mão-de-obra escrava com negros trazidos da África, para suprir uma forte demanda.


50. (Ufmg) Em pouco mais de cem anos, a ênfase passa do controle dos moradores para o dos escravos fugidos, do olhar metropolitano ao colonial, e uma figura central emerge: a do capitão-do-mato [...]. O termo capitão-do-mato já aparece em diversos documentos coloniais desde meados do século XVII  [Contudo o cargo foi normatizado apenas no início do século XVIII.] Que terá acontecido no período que vai de meados do século XVII às primeiras décadas do século XVIII para que essa ocupação se estabelecesse tão firmemente na vida colonial?
            REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos (Orgs.). "Liberdade por um fio". São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p.85.

Considerando-se as informações desse texto, é CORRETO afirmar que o crescente fortalecimento do cargo de capitão-do-mato, entre meados do século XVII e início do século XVIII, se explica como conseqüência da
a) interiorização da população em direção à área das drogas do sertão, o que resulta numa ocupação desordenada desses espaços produtivos por brancos e negros.
b) explosão demográfica ocorrida na região das minas dos Goiases e de Cuiabá, que implica um adensamento populacional propício às desordens e violência, sobretudo as praticadas por escravos fugidos.
c) urbanização do Nordeste, derivada da crise açucareira, gerada pela expulsão dos holandeses, crise que promove, nas vilas e arraiais, a concentração de escravos, que, até então, trabalhavam nos engenhos.
d) dificuldade das campanhas para a destruição do quilombo de Palmares e a possibilidade do surgimento de novos e resistentes núcleos de quilombolas tanto no Nordeste quanto em outras áreas de interesse metropolitano.
GABARITO

1. V V V F V

2. V V F V V

3. [D]

4. [E]

5. [C]

6. [E]

7. [B]

8. [D]

9. [E]

10. [A]

11. [B]

12. [C]

13. [D]

14. [C]

15. [C]

16. [C]

17. [D]

18. [E]

19. [D]

20. [D]

21. [D]

22. [C]

23. [B]

24. [D]

25. [C]

26. [C]

27. [B]

28. [E]

29. [B]

30. [D]

31. [B]

32. [E]

33. [C]

34. [A]

35. [C]

36. [E]

37. [A]

38. [A]

39. [D]

40. [B]

41. [B]

42. 06

43. [A]

44. [B]

45. [D]

46. [B]

47. [A]

48. [B]

49. [D]

50. [D]

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